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15 de junho – Dia Mundial de Combate à violência contro o idoso

Hoje é o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006, pela ONU e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.

A data traz o tema para o destaque na mídia. O psicanalista e colunista da Folha de S. Paulo, Contardo Calligaris, dedicou sua coluna deste 15 de junho para o tema. No texto, ele questiona por que precisamos de um esforço para ter consciência da violência que é exercida contra os idosos.

O exemplo dado pelo articulista está relacionado à sexualidade. Ele cita que, em muitas casas, é permitido que o filho ou filha adolescente leve o namorado (a) para dormir em casa. Mas, no caso de uma mãe ou de um pai idoso, que viva com os filhos, seria aceito que se levasse um parceiro também idoso, para dormir em casa? Calligaris afirma que o desejo sexual do idoso continua obsceno, mesmo com os avanços sociais vividos nos últimos anos. Para ele, esse é um dos tipos de violência a que os idosos estão submetidos.

“Negar a vida sexual do idoso permite que a indústria farmacêutica e o médico proponham tratamentos que condenam o idoso à impotência, como se esse efeito ‘secundário’ não fosse relevante na velhice. Da mesma forma, os efeitos colaterais da testosterona na menopausa são tolerados pelos sintomas que ela melhora (irritabilidade, calores repentinos etc.), mas é raro que seja considerado o efeito de manter o desejo e a vida sexual da mulher. A atitude diante de alguém de 40 anos seria totalmente diferente: em matéria de desejo, espera-se do idoso a resignação”. (Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 15/06/2017)

“Cuidado, a violência física e a tentativa de se apoderar dos bens do idoso são apenas a ponta de um iceberg. A verdadeira violência contra o idoso consiste em negar a ele a possibilidade de desejar. É nessa negação que se manifesta o prazer escuso dos filhos quando eles podem regular a vida de quem já regulou a deles”. (Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 15/06/2017)

Cecilia Xavier

Começo dizendo que sou uma otimista com o poder de transformação das ações de cada um a partir de seus desejos. Prefiro acreditar e fazer acontecer a me queixar passivamente do que não posso controlar. Trabalho na área da saúde desde 2003 como terapeuta ocupacional em Belo Horizonte-MG e...

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