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E 2017 chegou!

Ele demorou a ir embora. Contrariando a rapidez com que passam dias e semanas, 2016 parecia não acabar nunca para a maioria das pessoas, que esperava com ansiedade a virada para 2017.

Pois bem. Há poucas horas passamos para um novo ano. E o que mudou nesse lapso de tempo? E o que ainda esperamos que mude nos próximos 364 dias, para que nossas expectativas sejam atendidas? Teremos medidas econômicas e sociais que melhorem a vida dos brasileiros nos quesitos emprego, saúde, educação, segurança? Haverá menos atentados no mundo, para que qualquer pessoa – de credo, raça, cor diferentes – possa ir de um lado a outro com tranquilidade?

Parece que não.  O governo brasileiro anunciou algumas mudanças positivas somente para o 2º semestre, e o atentado numa boate da Turquia, logo na primeira hora do novo ano, mostra que estamos longe da concretização de um mundo melhor para os habitantes do planeta.

Por outro lado, as comemorações em várias grandes cidades do mundo apontam para a resposta de milhões de pessoas que foram às ruas confraternizar com amigos e desconhecidos, apesar das ameaças terroristas que podem se tornar realidade nos lugares menos esperados.

O mar de gente que ocupou as metrópoles, as cidades turísticas, só se tornou possível porque cada uma daquelas pessoas se dispôs a sair da relativa segurança de suas casas e ir ao encontro do outro para a confraternização coletiva. A soma de um indivíduo, mais outro indivíduo e mais outro é que faz uma multidão, assim como cada gota de água faz a imensidão do oceano.

Cada ser humano tem grande responsabilidade na construção de um mundo melhor. Cada uma de nossas atitudes repercute na atitude daqueles que nos são próximos. E a atitude de cada uma das pessoas que nos são próximas influencia as atitudes de outras tantas pessoas. Algo assim como quando atiramos um pedra no lago e o movimento da água não se limita ao ponto em que a pedra caiu. Reverbera.

É claro que não podemos ter a ilusão de que tudo no mundo vai mudar (para melhor) de um dia para o outro, mas podemos nos esforçar para que, neste ano que inicia, nossas pequenas mudanças de atitudes no dia a dia reverberem positivamente na vida de nossos familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, enfim, das pessoas com que nos relacionamos social e profissionalmente.

Feliz 2017 para cada leitor(a)! E, na pessoa de cada um, para todos nós!

 

 

Edna Perrotti

Edna Perrotti é doutora em Linguística Aplicada pela PUC/SP, onde foi professora de Língua Portuguesa e de Redação. Também trabalhou durante mais de 20 anos na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), nos cursos de graduação e pós-graduação. É membro honorário da Academia Paulista de Educação e diretora da...

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