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Atitude rock não tem idade

Neste final de semana São Paulo recebeu um dos maiores festivais de música do mundo, o Lollapalooza. Eu tive o prazer de curtir os shows de sábado e não pude deixar de notar a quantidade de “tiozinhos” em cima do palco, em um festival que atrai um público de faixa etária predominante de 18 a 24 anos.

Fui pesquisar as idades de pelo menos os vocalistas de algumas bandas que vi na sequência: Ty Taylor do Vintage Trouble tem 47 anos; Jesse Hughes do Eagles of Death Metal tem 43 e Greg Graffin do Bad Religion tem 51. No dia seguinte, assisti pela TV ao show do Noel Gallagher´s High Flying Birds, cujo líder (ex-Oasis) tem 48 anos.

Esses que citei ainda não entraram na terceira idade, mas também estão longe do estereótipo “jovem transgressor”. Isso comprova que, mesmo com o passar dos anos, é possível produzir um material que ainda dialogue com as novas gerações.

Creio que o segredo para se manter criativo é ter a capacidade de preservar a curiosidade, algo tão característico de quem está começando a vida. Posso apostar que Paul McCartney ainda se encanta com uma nova sequência de notas, que executa sem querer, por influência de uma banda revelação. Não seria possível? A experiência aliada a um olhar atento às novidades pode trazer resultados maravilhosos.

E você que já passou dos 60? O que faz para se manter atualizado? Quero lançar um desafio. Peça para uma pessoa mais jovem do seu convívio te apresentar bandas novas e aí você compartilha com a gente, aqui nos comentários, a que mais gostou. Combinado?

Mafê Luvizotto

Sou formada em RTV pela Cásper Líbero e consolidei minha carreira em ambos os veículos. Em rádio, comecei apresentando jornais na Gazeta AM Universitária e, ao longo dos anos, trabalhei como locutora na Eldorado FM, produtora e repórter na BandNews FM e na Mitsubishi FM fui locutora e apresentadora...

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