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É possível viver de descanso na aposentadoria?

#todososângulosdaaposentadoria

Todos nós somos seres ocupacionais. As atividades nos cercam desde o dia em que nascemos e nos acompanham por toda a trajetória, variando com as fases da vida. Alimentar-se, dormir, brincar, estudar, namorar, viajar, trabalhar, cuidar, gerir. O dinamismo não deveria ser diferente na velhice, mas o que se observa é que a maioria das pessoas  vive como se ela fosse, necessariamente, uma etapa de recolhimento e inatividade.

O “fazer” é necessário em todos os momentos, sem ponto final. O desejo e a necessidade humana de realizar não têm faixa etária. O que limita, muitas vezes, são os próprios valores e crenças com relação ao envelhecimento. Na aposentadoria, a história se repete. Para muitos, ela marca a entrada na velhice e pode ser sentida como um declínio. Somos seres pensantes, com possibilidades e necessidade de ação.

Por mais que o relaxamento e o descanso na aposentadoria sejam importantes, ninguém vive com qualidade na ociosidade. E fazer qualquer coisa também não serve. É preciso realizar algo significativo, ainda que pra si mesmo, pois são essas atividades, feitas com entusiasmo e envolvimento, que geram saúde e bem estar. Quem faz o que gosta adoece menos e vive mais.

Cecilia Xavier

Começo dizendo que sou uma otimista com o poder de transformação das ações de cada um a partir de seus desejos. Prefiro acreditar e fazer acontecer a me queixar passivamente do que não posso controlar. Trabalho na área da saúde desde 2003 como terapeuta ocupacional em Belo Horizonte-MG e...

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